Gundam Seed – Episódio 02

[videolog 508936]

Até.

Daybreak’s Bell – L’Arc~en~Ciel – Tema de Gundam 00

Nee konna katachi no deai shika nakatta no? Kanashii ne
Anata ni shindemo ayamete hoshiku mo nai onegai
Unmei sae nomikomade shizumisouna umi e to

Negai yo kaze ni notte yoake no kane wo narase yo
Tori no you ni My wishes over their airspace
Musuu no nami wo koe Asu en tachimukau anata wo
mamoritamae My life I trade in for your pain
Arasoi yo tomare!

Nee hito wa doushite kurikaeshi ayamachi wo kasaneteku?
Shinka shinai dare ni mo nagareru kono chi ga daikirai
Honnou de sabakiau dare no demo nai daichi de

Sumiwataru mirai ga kita nara kusabana mo
Find More lyrics at http://www.sweetslyrics.com
heiki ni yadoru darou My wishes over their airspace
Dare ga yuriokoshite warui yume kara samashite yo
Kanau no nara My life I trade in for your pain
Dore dake inoreba ten ni todoku?

Ima asayake ga unabarato watashi wo utsusu

Negai yo kaze ni notte yoake no kane wo narase yo
Tori no you ni My wishes over their airspace
Musuu no nami wo koe Asu e tachimukau anata wo
mamoritamae My life I trade in for your pain
Furimukazu habatake kono omoi wo hakonde ano sora wo tondeku
Mirai wa dare ni mo uchiotosenai

Até.

Gundam Seed – Episódio 01

[videolog 508932]

O que seria um remake e se tornou um fenomeno. Gundam Seed.

Até.

Macross Frontier – Episódio 01

[videolog 497133]

O Retorno da Patrulha Estelar – Trailer 02

Enquanto os longas em Live-Action e Animação não chegam por aqui. confiram o segundo trailer de Uchuu Senkan Yamato Fukatsuhen.

Até

Ranking de Mangás – The New York Times

Segue abaixo o ranking dos mangás mais vendidos noes EUA, segundo o The New York Times.

01 – Negima! Magister Negi Magi #24
02 – Naruto #46
03 – Tsubasa, RESERVoir CHRoNiCLE #23
04 – xxxHOLiC #14
05 – Maximum Ride #2
06 – Soul Eater #1
07 – Death Note: L, change the WorLd (Novel)
08 – Tsubasa, RESERVoir CHRoNiCLE #24
09 – Rosario + Vampire #9
10 – Yu-Gi-Oh! R #1

Fonte: Valéria FernandesML Anime-br

Mais informações acesse o site Shoujo Café.

São Bernardo do Campo exibirá animê em mostra

São Bernardo do Campo exibirá animê em mostra

A cidade de São Bernardo do Campo terá uma programação especial de desenhos animados nesse feriadão. Há estílos para todos os gostos. Uma ótima oportunidade de ver na telona clássicos de vários gêneros. Há a mostra infantil chamada Não Pisca e a adulta chamada Por que desenho animado NÃO é só para criança. Abaixo, os títulos e locais das exibições:

Não Pisca no feriadão!!!
Teatro Elis Regina – Av. João Firmino, 900 – Bairro Assunção, Telefone: 43513479
16h – LIVRE

O caldeirão mágico (EUA, 1985, 80 min)
Dia 05 (sábado)
O 25º filme Disney ocorre na terra de Prydain, onde o garoto chamado Taran assume uma missão heróica. Com uma espada mágica, ele precisa impedir que o malvado rei libere os poderes sobrenaturais de um caldeirão mágico. Taran tem a ajuda da princesa Eilonwy, de Gurgi, e de um amável porquinho clarividente.

As Aventuras de Azur e Asmar (França, 2006, 99 minutos)
Dia 06 (domingo)
Os garotos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher. O primeiro é loiro, além de ser filho de um nobre. Já Asmar é negro, sendo filho de Jenane, ama-de-leite que cuida de Azur. Os garotos são criados como irmãos, mas se separam. Asmar cresce com as histórias da sobre a Fada dos Djins. Adulto, ele decide ir à sua procura. É nesta hora que os “irmãos” se reencontram.

O Corajoso Ratinho Despereaux (EUA, 2008, 93 min)
Dia 07 (segunda-feira)
Em um mundo encantado, o filme narra a história de três heróis improváveis: um camundongo que prefere ler livros a comê-los; uma adolescente avuada que trabalha como empregada, e um rato infeliz no mundo humano e que deseja viver na escuridão. O filme é baseado no livro A História de Despereaux da escritora Kate DiCamillo.

Porque desenho animado NÃO é só para criança…
Teatro Cacilda Becker – Pça. Samuel Sabatini – Paço Municipal, Telefone: 43481081
Sábados 20h, Domingos e feriado 19h
Verifique a recomendação etária

Fantasia (EUA, 1940, 120 min)
Dia 05 (sábado)
Considerado um dos maiores clássicos da animação, Fantasia traz diversas histórias curtas. Todas elas são acompanhadas por clássicos da música erudita como Tocata e Fuga em Ré Menor, de Johann Sebastian Bach e Suíte Quebra-Nozes, de Tchaikovsky. Além claro, de outras preciosidades. Recomendação etária: livre.

Coraline (EUA, 2009, 101 min)
Dia 06 (domingo)
Caroline Jones tem uma vida entediante. Um dia, ela encontra uma porta secreta. Por meio dela, a jovem vcai a uma outra versão de sua própria vida, porém, supostamente melhor. Caroline se empolga, mas descobre que há algo estranho quando seus pais alternativos tentam aprisioná-la neste novo mundo. Recomendação etária: 12 anos.

Tokyo Godfathers (Japão, 2003, 91 min)
Dia 07 (segunda-feira)
Na cidade de Tóquio, três mendigos têm suas vidas mudadas ao encontrar um bebê no lixo em véspera de Natal. Eles se juntam para desvendar o mistério do abandono da criança e o destino dos pais. Há uma série de acontecimentos e é possível conhecer também um pouco a história de vida de cada um dos três mendigos. Recomendação etária: 14 anos.

Valsa com Bashir (Israel, 2008, 90 min)
Dia 12 (sábado)
Documentário em animação, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, o filme narra acontecimentos da missão no exército de Israel na primeira Guerra no Líbano no início dos 80. Há um resgate de memóriras dos participantes daquele evento. Recomendação etária: 14 anos.

Persépolis (Irã/ França, 2007, 95 min)
Dia 13 (domingo)
Baseado na HQ de mesmo título e indicado ao Oscar de animação, Persépolis traz as revelações de uma adolescente durante a revolução islâmica no Irã. Ela é enviada para a Áustria, onde busca educação e aceitação, mas sofre com o preconceito. Com saudades de seu povo, a jovem retorna ao Irã, mas percebe as mudanças que o país lhe apresenta. Recomendação etária: 14 anos.

Notícia: Papo de Budega

Fonte Anime Pró – http://www.animepro.com.br

[Critica] Dragonball Evolution

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A opinião a seguir foi postada em resposta ao podcast Anime Freak Show #02. Visitem o site e ouçam o programa.



Dragonball Evolution (DBE) foi uma das piores experiências que já tive com adaptações. O Roteiro é péssimo, os atores estão péssimos, os efeitos estão péssimos. Foi a pior coisa que já vi e consegue ser pior que a versão live-action oriental.

 

Entretanto alguns pontos precisam ser vistos. Concordo que, se fosse uma adaptação fiel (como Watchmen) do mangá e anime, DBE poderia ter ficado ainda pior do que já esta, visto que a história original também não funciona. Sejamos francos, gostamos de Dragon Ball por causa das lutas intensas, emocionantes e com um impacto tão grande que poderiam ser comparadas ao que os Deuses (escolha sua religião politeísta favorita aqui) fariam se saíssem na porrada entre si e não por causa da trama, que por sua vez, é mais rasa que um pires. Lutas estas por sinal que nem sequer chegaram a ser uma sombra na versão DBE, o coreógrafo deveria devolver o dinheiro que recebeu por ter feito um trabalho tão ruim, que já começa pela luta entre Goku e Son Gohan. Eu realmente também não esperava ver casas com formato redondo, dinossauros andando por ai ou um presidente com a cara de um cachorro, pois se visse, xingava ainda mais do que já estou xingando. Se fosse para fazer desta forma, que se adaptasse a Lenda na qual Dragon Ball se originou e não o mangá. Sobre um filme com animais e Kung-fu, temos Guerreiros da Virtude, que fique assim.

 

Embora reconheça que a idéia para o roteiro tenha chegado perto de uma adaptação aceitável do universo de Dragon Ball e entenda isto da forma que quiser, isso não justifica o porque dele ter ficado tão ruim no produto final. Ficou claro que os roteiristas e a produtora desconheciam (ou se importavam) totalmente aquilo que os fãs gostariam de ver, direcionando seus esforços para um publico que não iria sustenta-lo no cinema ou em qualquer outro tipo de mídia por muito tempo: o publico infantil. Este desconhecimento permitiu criar uma versão completamente equivocada, nada a ver com a versão original, exceto pelo nome da série e de seus personagens, deixando de lado os elementos orientais e gerando uma trama imbecil e americanóide de adolescentes retardados. Não, eu não gostei da forma sobre como a história das Esferas do Dragão foi abordada no filme.

 

É claro que os personagens tinham que ser adaptados se a linha seguisse o nosso mundo atual, mas Goku ficou descaracterizado demais ao ser apresentado como um adolescente tímido, fraco e aparentemente covarde (o Goku original era inocente, mesmo aos 15 e apenas isto, o que faz toda a diferença), mas eu culpo mais a atuação do ator que o interpreta do que o roteiro. Realmente, o romance entre Goku e a Chi-Chi tinha que acontecer de outra maneira, pois de forma alguma iria funcionar se seguisse o original, mas ficou muito mal feito, sem sentido e sem carisma. Nada tenho a dizer sobre a Bulma, foi uma das poucas coisas que gostei do filme e sobre o Mestre Kame, acredito apenas que não era o papel adequado ao perfil que temos do Chou Yun Fat. Ele não atuou mal, convence como um mestre bom de briga, mas não como um tarado, o que é a essência principal do Mestre Kame. O restante segue ladeira abaixo: a Mai nem precisava estar no filme e o Piccolo já figura entre os Piores Vilões do Mundo, não por sua maldade, mas por ter sido terrivelmente adaptado e interpretado. Yamcha? Você só pode estar brincando. É de um mal gosto  tamanho que só pode ser superado por aquele patético Sifu Norris (meu deus!), que sifude…..

 

E cadê a trilha sonora? Mas dou um desconto a musica da Ayumi Hamasaki no final do filme. Foi outra das poucas coisas boas que este filme tinha.

 

Se esquecermos o original, Dragonball Evolution bem que pode fazer sucesso entre as crianças e por isto pode vender bem seus produtos licenciados, mas seja como adaptação ou meramente baseado, o filme não funciona e se tornou um imenso desastre. O que é uma pena, pois prometia. Lembro-me de ter dito a alguns amigos após ver os efeitos especiais das cenas de luta entre o Neo e o Agente Smith em Matrix Revolution (estou falando somente da luta final e não do filme ok), um combate que resume muito do que eu esperava de um quebra de Dragon Ball em live-action, que um longa de Dragon Ball realmente seria possível com todos os poderes exagerados e cósmicos que a serie apresenta, colocando no bolso qualquer adaptação de super-heróis e talvez, servindo como referencia para que novas adaptações de mangás e animes chegassem decentemente nas grandes telas. Matrix é muito mais Dragon Ball do que este filme da Fox, da mesma forma que o City Hunter do Jackie Chan é mais Street Fighter do que o Street Fighter do Jean Claude Van Damme. Nem Speed Racer, outro fracasso (mas que eu gostei muito) conseguiu ser tão ruim e além disso foi muito mais fiel a sua versão original do que DBE. Concordo totalmente que nem deveria ter ido para o cinema. Que fosse direto para o DVD, pois não vale o ingresso. Dragonball Evolution também me faz lembrar o filme Final Fantasy – The Spirit Within, com uma diferença: Spirit Within é um excelente filme de ficção, mas não é Final Fantasy, enquanto DBE é um péssimo filme de ação e não é Dragon Ball.

 

Nota do Filme: 4 de 10, 10 de 100, ou PageRank 0. Quem ainda não viu mas tem estômago para ver um bom lixo, como dica eu recomendo que Comprem no camelô mais próximo e que processem o cara se este lhe cobrar mais que R$1 nesta porcaria. 

 

Até.

 

Mágico.

[ANIME/MANGÁ] Ouran e Shoujo Mangá

Ouran e Shoujo Mangá

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Salve, Salve Gelera.

O texto que lerão a seguir foi compilado como uma comentario parao o AnimeCast #31 que falava sobre o anime e mangá Ouran High School Host Club. Sou um grande fã, do mangá ao anime e gostei muito deste podcast que tinham a participação de Saru, Kalber, Lady Lillium e da famosa Gump. Por ter sido um comentario muito extenso, não pode ser lido na Seção Leituras de Email do programa seguinte, é claro, mas valeu a pena, afinal de contas foi feito de coração.

Como o texto ainda é válido, eu o publico aqui com ligeiras alterações para se adequar ao contexto, mas continuo dedicando-o especialmente a Gump e a Lilium, assim como para todo o Staff do AnimeCast e aos fãs deste anime e shoujo mangá. Advirto que não sou um especialista no assunto, mas para quem quiser saber mais sobre o tema, recomendo muito a leitura dos artigos de Valéria “Utena”, colunista do site Anime Pró, uma grande autoridade quando se fala de Shoujo Mangá. Também recomendo o proprio podcast da qual se originou este artigo, cuja leitura fará mais sentido após ouvir este programa,que pode ser baixado no site AnimeCast.

Boa Leitura e antes que me esqueça, este artigo contém Spoilers.

UM RÁPIDO COMENTÁRIO SOBRE OURAN E SHOUJO MANGÁ.

Shoujo ainda é mal visto entre o publico otaku masculino.

Muitos acreditam que Shoujo é feito apenas para menininhas e homens que curtem isto só podem ser “Emos” (entenda como quiser) ou coisa pior. Isto sinceramente é uma grande bobagem, é possível sim encontrar homens heterossexuais que curtem um bom shoujo e se emocionam. Não há ou deveria haver vergonha alguma em admitir isto, mas certamente menores de 25 anos dificilmente concordariam comigo. Quando ganharem mais maturidade, quem sabe…

É verdade que nós, homens (em sua maioria) somos criados para conquistar, para lutar por nossos objetivos e a separar o que aparentemente seria (teoricamente) adequado a nós daquilo que serve para mulheres, dando pouca atenção e importância aos sentimentos ou de demonstra-los publicamente. Tudo isto é o fruto de uma educação essencialmente machista, que nos obriga a assumir uma posição paternalista em que o homem é o centro e a mulher um mero apoio, governanta e reprodutora. Horrível? Com certeza, mas acreditem, existem seleções ainda piores. Apesar disto, nós homens curtimos sim um bom romance, a maioria esconde, mas é inegável afirmar que estamos sim expostos a possibilidade de nos apaixonarmos, de ter medo, de ficarmos fascinados ou excitados pelos mais diferentes motivos e situações.

– Sobre o Ouran Host Club.

Ouran é um shoujo que segue mais em direção a comédia do que ao drama. Ele é exatamente o que se propõe a ser: uma comédia romântica. Cada personagem tem sua função (até o Mori) e auxilia no desenvolvimento da (curta) trama ao longo do anime e das hilárias situações na qual se envolvem.

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Foi uma excelente adaptação do manga original, criação de Hatori Bisco. O final pode não ter sido lá muito agradável, mas pelo menos foi muito melhor que o final da versão Anime de Fruit Basket e mais interessante, afinal de contas tenho certeza de que todos aqueles que chegaram até ali esperavam ver como Tamaki e Haruhi iriam terminar.

Falando dos personagens, o meu preferido continua sendo a Haruhi pelo motivo mais óbvio: sua força de vontade e atitude. Ela é a única que realmente não esta enganando ninguém, pelo menos não voluntariamente. Ela não se escondeu sob a fantasia de ser vestir e agir como um homem, foram os outros que a forçaram a isto e quanto ás clientes que ela atende, elas vêem nela apenas aquilo que mais desejam, segundo o ponto de vista da autora. Não sei se isto foi abordado no manga, pulicado atualmente pela JBC, mas acredito que pouca coisa mudaria se descobrissem a verdade sobre o “segredo” de Haruhi. Ela é independente, inteligente e com grande senso de responsabilidade, ou seja, ela consegue ser mais séria do que o Mori, o que por si só já é uma grande contradição, se levarmos em conta que as situações em que se envolve são hilariantes. O lugar de Haruhi de fato é no Ouran e não no Lobélia, onde seria apenas mais uma na multidão. E se ela for filha da Grande Atriz de Lobélia, bem, pelo menos a interpretação de robô ela soube fazer muitíssimo bem.

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Fujioka Haruhi é uma bela critica ao tipo de heroína existente nos mangas shoujo. Ela não depende de outros homens, não fica se lamentando inutilmente ou perde-se em duvidas a respeito de seus sentimentos, ou seja, é totalmente anti-clichê. Claro que isto muda com o desenrolar da história, mas a priori ela é a mais cabeça de todos, inclusive e talvez até um pouco mais do que o Kyoya. Como não podia deixar de ser em um anime estilo Harém, estilo narrativo onde a heroina central é reodeada por diversos homens ou vice-versa, todos acabam se apaixonando por ela, o que torna o anime ainda mais engraçado ao ver a disputa que isto acaba gerando. A autora foi muito feliz com o desenvolvimento desta personagem. Talvez siga o mesmo exemplo de Utena, só que Haruhi é um pouco mais decidida e, é claro, carismática a sua maneira.

Quanto aos demais vou ser bem breve. Suou Tamaki é o príncipe e ponto final, além de ser o completo oposto de Haruhi. Praticamente todos os clichês utilizados para heroinas de shoujo estão representados no Tamaki, uma bela inversão de papeis e que torna Ouran ainda mais interessante. De qualquer forma, se toda história precisa de seu palhaço, Tamaki faz isto muito bem, servindo de contra-ponto com a Haruhi e, é claro, um belo casal.

Ootori Kyoya é o personagem mais enigmático da história. Sem ele o clube não anda e sem o clube ele continuaria sendo apenas mais um ambicioso. Ele gosta do que faz e graças ao próprio negócio, consegue esconder este prazer muitíssimo bem. Haruhi e a Renge estavam certas ao seu respeito, só que nunca conseguiriam provar isto publicamente, sem que ele deixasse. O ponto alto foi quando ele deu o troco no pai, um tapa que tenho certeza doeu muito mais do que aquele que recebeu dele no festival dos alunos. Seu principal erro talvez seja acreditar sinceramente que seu pai não o levava em consideração e que sua busca por superação e aprovação por ele tenha sido inútil. O erro neste caso esta no fato de que o Pai na verdade se importava, tanto que seria ele, Kyoya, quem assumiria seu lugar nas empresas. O problema é que ele desejava ver Kyoya se superar, ao custo de seu afeto, o que acabou os separando. Além do clube, Kyoya administra muitos outros negócios em paralelo e em segredo (dai a fonta de sua fortuna para a compra secreta das empresas do pai), sendo o clube sua maior fachada, o que nos leva a uma pequena duvida e curiosidade: No que diz respeito ao jogo da Renge: não teria sido Kyoya quem criou aquele jogo, aproveitando da experiência e popularidade do Host junto às mulheres? Se isto fosse verdade, o personagem com a qual Renge se apaixona não seria a verdadeira face oculta de Kyoya?

Os Irmãos Hitachiin Hikaru & Hitachiin Kaoru representam e muito bem o lado Yaoi da história, tema este que sera abordado futuramente no Mestre Mágico Blog, mas sem muita pressa. Ao exemplo de Kyoya, eles sabem muito bem o que estão fazendo e manipulam como ninguém os sentimentos das moças ao seu redor com seu truque não tão falso assim, de irmãos apaixonados. Vê-los sacanear o Tamaki e darem discaradamente em cima da Haruhi são uma das coisas mais engraçadas do anime e o melhor troco que receberam foi quando Tamaki os considerou, juntamente com Mori, Honey e Kyoya (?!), como parte do núcleo Homossexual e não gostaram (não sei porque, afinal, eles são mesmo!!!). Sem eles a história não seria tão cômica e certamente iria cair no drama pessoal, deixando a história um tanto chata.

O que dizer de Haninozuka Mitsukuni (ou Honey-senpai? Nada que não seja muito, e eu deposito mita enfase no MUITO comprometedor e suspeito, ainda mais do que já escrevi neste comentário, simplesmente porque o Honey é tão fofo e doce quanto o seu nome. Portanto, sejamos pessoas legais e vamos pular o Honey, ok ^_^x.

Morinozuka Takashi (Mori-senpai) é outro grande personagem. Mas como um cara caladão como ele poderia ser tão popular? O motivo é bem simples: Ouran é uma anime para ser visto com os sentimentos, não com a razão. É o sub-entendido, como em todo bom shoujo o que realmente conta e não o físico e material. O amor que eles oferecem a suas clientes seria o típico romance ideal, fantasioso, lindo. Um flerte feito com carinho e muita, muita atenção a pessoa que o recebe. O capitulo onde o Club Zuka aparece explica muito bem isto e mostra as diferenças: Ouran representa o Amor romântico, imaginário e envolto de sentimentos enquanto o Zuka é o romance proibido, onde o desejo se volta para o físico. Pelo menos foi assim que eu entendi.

Ok, e o Mori com isto? Bem, se olharmos com os sentimentos, veremos que ele é o único personagem que não se veste ou age como uma mulher e que consegue se impor, seduzir, recusar um pedido de namoro, além de mostrar a quem seu coração realmente pertence e o que sente SEM DIZER UMA UNICA PALAVRA OU MEXER UM UNICO DEDO. Mesmo que não queira, mesmo que não o ouça, você não consegue ignorar a presença dele em qualquer cena em que estiver e são justamente os episódios com ele, agindo desta maneira, que se tornaram os melhores capítulos. Resumindo, o Mori-sempai é o cara e ponto final.

Eu amo a Renge. Somos nós, Otakus e Otomes (os das antigas,ok), quem ela representa e sua participação é muito bem vinda. Faz muito mais sentido ou tem mais graça ver que certas explicações venham dela, ao invés do Tamaki como ocorre no manga. E sua entrada marcante com o riso ala Kodachi – a Rosa Negra (Ranma ½) e seu Motor de Alta-Potência, dão um certo charme à personagem e aos episódios em que participa. Só lamento que esta personagem não participe tanto no mangá

Eu discordo que o primeiro capítulo seja ruim, como alguns consideram. Realmente o anime só engrena depois de alguns episódios e volta a ficar meio fraco quando esta próximo de seu final, mas o primeiro esta entre os mais engraçados. Talvez a história da moça ciumenta não agrade tanto, mas funciona ao mostrar quais são as intenções com o tema que o anime deseja apresentar. Pessoalmente, o anime me conquistou logo no primeiro episódio, já o meu favorito, continua sendo “Haruhi no País das Maravilhas”.

zuka

Outra coisa em que discordo é que o episódio com o Zuka Club fosse desnecessário. Muito pelo contrario, é justamente neste episódio que se encontra a grande mensagem do anime. Oculto em meio à comédia que é o anime, temos passagens que são muito profundas. A grande mensagem, pelo menos a que entendi de Ouran Host Club é o Amor e todas as suas forma entre os casais, a relação entre os familiares e como elas demonstram o seu afeto, pois vivemos em uma Era onde tudo é mais direto e informal.

No episódio em que o Zuka Club aparece, a Benimaru deixa bem claro como é esta mensagem: Tamaki exclama seu amor declarando ser capaz de morrer pela moça a sua frente e é ai onde esta o problema. A morte, apesar de honrosa quando oferecida em troca da vida de alguém que ame, faz ocorrer também o problema de deixar esta pessoa sozinha e desamparada, o que entra em contradição com o que esta sendo oferecido. Benimaru explica que é justamente o contrario o que deve ser feito, ou seja, o amor verdadeiro vem da permanência, da atenção constante e frequente. Não se deve morrer pela pessoa que ama e sim, viver ao seu lado, dando carinho, conforto e atenção pelo maior tempo possível. Certamente muita gente não entendeu isto, dai o porque deste episódio ser tratado com descaso. Além disso, tenho certeza de que estes mesmos críticos devem (ou não) possuir companheiras (os) e fazem justamente o oposto, mas demonstrando ou querendo demonstrar as mesmas intenções que o Tamaki.

O Host Club e seus personagens mostram varias formas sobre como o amor pode e é demonstrado: do exagerado e atencioso de Tamaki, o fraternal dos Irmãos Hitachin, o inocente de Honey, o protetor de Mori e Haruhi, ao ausente ou indiferente de Kyoya, que é mais ou menos o que demonstramos atualmente. A trama foi muito bem construída sob este aspecto e esta mensagem infelizmente, acaba sendo ignorada, seja por causa da graça, seja por causa de nosso preconceito, o que é muito lamentável. O episódio com o Zuka Club demonstra a importância e o motivo do Host Club existir, pois oferecem estas variações de amor, mesmo que sejam falsas, a tipos de pessoas que não a teriam realmente ou como poderíamos expressar o nosso amor pelas pessoas as quais temos afeição. O Host Club descrito no anime e no mangá também serviria como desculpa para mostrar como a nossa sociedade se tornou indiferente, fria e apressada, mas foi descrito com muito bom humor, de forma que sua mensagem pudesse ser passada.

Finalmente, Ouran Host Club é um anime e mangá que eu recomendo muitíssimo, para quem curte uma boa comédia romantica. Sua trilha sonora é fantastica, seus persongens carismáticos e sua história consegue ter uma grande profundidade, sendo bem simples. Este é uma obra que vale a pena ser vista e revista diversas vezes. O Anime ainda foi lançado oficialmente noBrasil, mas seu mangá pode ser encontrado mensalmente nas bancas de todo o país

Até. Adieu, mon ami.

YAHOO!!!!

Mágico.